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GERAL

Caminhoneiros de SC aderem à greve nacional após alta do diesel

Mobilização começa no litoral e pode impactar portos; categoria cobra frete justo e aplicação do “gatilho” do combustível

Tubarão - SC, 18/03/2026 09h08 | Atualizada em 18/03/2026 09h16 | Por: Redação | Fonte: ND MAIS

Caminhoneiros de Santa Catarina decidiram aderir a um movimento grevista nacional e já iniciaram mobilizações no Litoral Norte do estado. Em Itajaí, motoristas estão concentrados em um posto no bairro Salseiros, organizando a paralisação que deve começar oficialmente nesta quinta-feira (19), a partir das 13h.

A mobilização também envolve profissionais de cidades como Navegantes, Imbituba e Itapoá, além de integração com outros polos portuários do país, como Santos, Rio de Janeiro e Salvador.

De acordo com o presidente do Sinditac, Vanderlei de Oliveira, a adesão regional segue uma articulação nacional da categoria. “O diesel subiu e o frete não acompanhou. Essa é a questão central”, afirmou.

Os caminhoneiros cobram a aplicação do chamado “gatilho do frete”, mecanismo criado após a greve de 2018, que prevê reajustes automáticos nos valores pagos pelo transporte conforme a variação do preço do combustível. Segundo a categoria, essa regra não vem sendo respeitada, além de haver casos de pagamentos abaixo da tabela mínima.

Em nota, a Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga informou que a paralisação é considerada legítima e organizada, podendo ser ampliada caso não haja avanço nas negociações.

O diretor da entidade, Sérgio Pereira, destacou que o aumento recente de 11,6% no preço do diesel anunciado pela Petrobras agravou o cenário. “O combustível é um dos principais custos do transporte rodoviário e impacta diretamente o valor do frete”, explicou.

Segundo ele, a estimativa é de que o reajuste necessário no frete fique entre 10% e 12%. Enquanto isso, muitos caminhoneiros autônomos já reduziram suas atividades. “Em alguns casos, é mais viável manter o caminhão parado do que operar no prejuízo”, afirmou.

A ANTC também ressaltou que a paralisação ocorre diante da falta de diálogo com as autoridades. A categoria afirma que não deseja interromper as atividades, mas considera a greve como última alternativa para que suas reivindicações sejam atendidas.

Pressão total: enquanto caminhoneiros aprovam greve, PF investiga crimes em preços de diesel

Enquanto líderes da categoria dão aval para greve nesta semana contra alta de 18% no diesel, Polícia Federal abre inquérito para apurar crimes contra a ordem econômica em postos de todo o país

O cenário dos transportes no Brasil viveu um dia de tensão máxima nesta terça-feira (17). Isso porque caminhoneiros de diversos setores aprovaram a realização de uma paralisação nacional em protesto contra a disparada no preço do diesel.

Enquanto a categoria se mobiliza para cruzar os braços ainda nesta semana, a PF (Polícia Federal) entrou em campo para investigar possíveis práticas abusivas e lucros injustificados em postos de combustíveis por todo o país.

Paralisação dos caminhoneiros

A decisão pela paralisação dos caminhoneiros ganhou força após uma assembleia organizada pelo Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros de Santos), em Santos, que reuniu lideranças de estados como São Paulo, Paraná e Goiás.

Wallace Landim, o “Chorão”, presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), confirmou que o aval para a greve já foi dado. “A conta não fecha. Com os altos custos do combustível, é uma luta pela sobrevivência”, afirmou o líder.

Diferente de movimentos anteriores com viés político, o foco atual da paralisação dos caminhoneiros é estritamente econômico: o preço do diesel subiu 18,86% desde o fim de fevereiro, impulsionado pela instabilidade global causada por conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã.

A orientação das entidades, como a CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística)e a Abrava, é que os motoristas fiquem em casa ou parados em postos, evitando o bloqueio de rodovias para fugir de multas.

Polícia Federal mira preços abusivos no diesel

No mesmo ritmo da mobilização social, a resposta institucional veio com a abertura de um inquérito pela Polícia Federal. A investigação foca na formação de preços nos postos, após órgãos como a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) e a ANP (gência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) identificarem aumentos que não condizem com os custos reais do setor.

Punições: os crimes investigados podem levar a penas de até 10 anos de detenção.

Abrangência: a PF solicitou informações ao Cade e aos Procons de todos os 27 estados para garantir uma repressão uniforme a essas práticas.

Fiscalização: a ANP já iniciou operações de campo em nove estados e no Distrito Federal para punir a cobrança abusiva diretamente nas bombas.

O  impasse com o Governo

Apesar de o Governo Federal ter anunciado recentemente isenções de impostos  e subsídios, a medida foi “atropelada” por um novo aumento de 11,6% no diesel nas refinarias pela Petrobras. Para a categoria, as medidas foram insuficientes.

Além da redução nos preços, os caminhoneiros exigem a fiscalização do piso mínimo do frete e defendem que a Petrobras volte a atuar diretamente na distribuição para regular o mercado interno.

Enquanto o impasse persiste, o mercado financeiro já sente o golpe: as taxas de juros futuras subiram nesta terça diante do receio de que o país sofra um desabastecimento similar ao de 2018.

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