Vídeos publicados nas redes sociais ultrapassaram 25 mil visualizações; Conselho Regional de Medicina abriu apuração e funcionária citada se manifestou por meio da defesa
O empresário Patrik Paulino, proprietário de um supermercado em Laguna, utilizou as redes sociais para denunciar uma suposta prática irregular envolvendo atestados médicos em uma clínica particular do município. O caso ganhou grande repercussão após a divulgação de vídeos em seu perfil no Instagram, que ultrapassaram 25 mil visualizações.
Segundo Patrik, uma colaboradora apresentou um atestado médico datado de 24 de dezembro de 2025, com cinco dias de afastamento. Desconfiado da autenticidade do documento, o empresário afirmou ter ido pessoalmente até a clínica indicada no atestado e constatado que o estabelecimento esteve fechado durante todo o dia, além de o médico não estar na cidade.
“Ao invés de estar preocupado com meus clientes, estou aqui em frente à clínica tentando descobrir como uma funcionária minha conseguiu um atestado médico de cinco dias com a data de hoje, sendo que a clínica está fechada e o médico nem está na cidade”, relatou Patrik em um dos vídeos publicados.
Para tentar comprovar a suposta irregularidade, outra pessoa ligada ao empresário retornou à clínica nesta segunda-feira (5) utilizando câmera escondida. Nas imagens, o homem afirma ao médico que precisava de um atestado para viajar com a esposa. Mesmo assim, teria recebido um documento de três dias, com diagnóstico de diarreia.
Ainda conforme o relato divulgado, a recepcionista da clínica teria informado que o valor da consulta era de R$ 250 e que, para obter o atestado, o custo seria de R$ 125. O vídeo também mostra Patrik entrando na clínica para questionar o médico e divulgando o registro de um boletim de ocorrência. As imagens foram retiradas do Instagram na tarde desta terça-feira (6).
Diante da repercussão, o Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) informou, por meio de nota, que tomou ciência da denúncia e que o caso foi encaminhado à Corregedoria, responsável pela apuração dos fatos.
Após a divulgação do episódio, a funcionária citada também se manifestou, por meio de nota assinada por seu advogado. A defesa afirma que o atestado apresentado no dia 24 de dezembro foi emitido de forma regular, em razão de um quadro clínico real, com sintomas compatíveis e registrados também em outros familiares.
O advogado sustenta ainda que a ação realizada no dia 5 de janeiro configuraria um “flagrante preparado”, o que, segundo ele, não teria validade jurídica. A nota ressalta que não há provas que vinculem a trabalhadora a qualquer irregularidade e pede cautela na divulgação das informações, sob risco de violação aos direitos de personalidade.
O caso segue sob apuração dos órgãos competentes.
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