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MPSC recomenda regularização de plantões médicos no Hospital Nossa Senhora da Conceição

Ministério Público quer garantir presença de médicos 24h em especialidades essenciais no hospital regional de Tubarão

Por Redação Tubarão - SC Fonte: MPSC

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) emitiu uma recomendação formal ao Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, e à Secretaria de Estado da Saúde, exigindo melhorias nos plantões médicos presenciais em áreas essenciais da urgência e emergência.

A medida foi motivada por um inquérito civil da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Tubarão, com base em uma auditoria estadual, que constatou que especialidades como pediatria, cirurgia geral e ortopedia operam apenas em regime de sobreaviso, em desacordo com o contrato firmado com o Estado e com as normas do Ministério da Saúde.

Também foi identificado que o hospital — referência regional em alta complexidade cardiovascular — mantém cardiologistas apenas de sobreaviso, o que viola os critérios exigidos para esse nível de credenciamento.

Segundo o promotor Rodrigo Silveira de Souza, titular da promotoria, a situação compromete a agilidade e qualidade do atendimento, principalmente diante da alta demanda e da frequente superlotação da unidade.

"A ausência de plantonistas presenciais em especialidades essenciais compromete diretamente a qualidade e a agilidade do atendimento prestado à população, e isso é inaceitável", declarou o promotor.

O MPSC recomendou a retomada imediata do regime de plantão presencial 24h nessas especialidades e exigiu que o Estado reforce a fiscalização dos serviços contratados. Hospital e Secretaria têm 15 dias para responder se irão acatar as recomendações. Caso contrário, o órgão pode adotar medidas judiciais e extrajudiciais.

Um estudo técnico do Centro de Apoio Operacional da Saúde Pública do MPSC reforçou que, como Unidade Hospitalar Geral de Atendimento Tipo II, o HNSC deve manter plantão presencial nas especialidades de clínica médica, pediatria, ortopedia, ginecologia-obstetrícia, cirurgia geral, anestesiologia, além de contar com assistente social. No caso da alta complexidade cardiovascular, exige-se ainda a presença contínua de cardiologista clínico, intensivista, anestesista e equipe de enfermagem.

O hospital alegou que o sobreaviso seria suficiente e que não haveria prejuízo à população, justificativa que não convenceu o Ministério Público, especialmente diante de denúncias anteriores de superlotação, que já resultaram até em uma ação civil pública para implantação de uma UPA na cidade.

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