Decisão judicial exige que o vereador mais idoso conduza a eleição, mas disputas políticas postergam definição
Os primeiros dias de 2025 têm sido marcados por disputas políticas em Laguna. A Câmara de Vereadores do município ainda não possui um presidente efetivo, cenário que reflete a complexidade das alianças e dos conflitos internos na composição da mesa diretora.
O vereador Cleosmar Fernandes (MDB) foi designado pela Justiça para conduzir o pleito devido à sua condição de ser o mais idoso entre os eleitos. Contudo, as divergências políticas e manobras de bastidores têm adiado a convocação para a eleição.
A oposição, em tese, possui maioria com dez vereadores: cinco do MDB, dois do Podemos, um do PSD, um do PP e uma do PT. No entanto, a inesperada aliança entre o PT e o PL enfraqueceu o bloco. Tanara Cidade (PT), uma das integrantes do grupo opositor, aderiu à bancada governista, consolidando uma incomum aliança política no governo de Preto Crippa (PL).
Esse alinhamento também se reflete na administração municipal, com Gilberto Pinho (PCdoB), suplente de Tanara, ocupando o cargo de secretário-adjunto de Obras.
Em uma tentativa de acelerar o processo, o grupo da situação realizou uma eleição informal, elegendo Vitor Elíbio (MDB) como presidente e Tanara Cidade como vice-presidente. Entretanto, a Justiça anulou a ação, afirmando que apenas Cleosmar Fernandes, conforme o Regimento Interno, tem legitimidade para conduzir o processo.
Atualmente, o grupo de Cleosmar busca angariar um voto decisivo para finalmente realizar a eleição. Enquanto isso, a Câmara de Laguna permanece sem direção definida, refletindo a instabilidade política que marca o início do novo governo.
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