Dono da propriedade e o funcionário seguem detidos. A defesa negou que eles tenham envolvimento com o caso. Boletim de ocorrência aponta que fazendeiro não quis deixar equipes entrarem no local.
Lázaro está fugindo há 17 dias, ele é acusado de matar uma família com quatro pessoas e outros crimes. Foto: Divulgação O caseiro preso suspeito de ajudar na fuga de Lázaro Barbosa disse em interrogatório à polícia que o suspeito de matar uma família em Ceilândia dormia há cinco dias na fazenda onde ele trabalhava (veja os detalhes do depoimento abaixo). A força-tarefa que tenta prender fugitivo foi proibida de entrar na fazenda pelo dono, segundo o boletim de ocorrências registrado. Os suspeitos de ajudar na fuga de Lázaro seguem presos até as 12h desta sexta-feira (25).
Os dois presos respondem por favorecimento pessoal e posse de arma de fogo. O caseiro já tem passagem pela polícia por roubo a ônibus. A polícia encontrou espingardas e munições na propriedade. A força-tarefa para tentar prender Lázaro já dura 17 dias.
No início desta manhã, o advogado Ilvan Silva Barbosa negou que os presos tenham qualquer ligação com Lázaro Barbosa. "O caseiro fala que, provavelmente, pode ter visto uma pessoa parecida com o Lázaro. Já o proprietário disse que nunca o viu e não tem contato nenhum com Lázaro", disse.
À tarde, no entanto, o advogado declarou que seguirá defendendo apenas o fazendeiro. De acordo com o boletim de ocorrências, equipes receberam uma denúncia de que Lázaro poderia estar em uma fazenda na região. Ao chegarem ao local na quarta-feira (23), o dono da propriedade disse que não queria que os agentes entrassem no local para fazer as buscas.
No dia seguinte, equipes voltaram à propriedade e conseguiram entrar. No interrogatório, o caseiro disse que o fazendeiro ajudava Lázaro, dando alimentos e deixando que ele dormisse na casa. Já o dono do local não deu nenhuma declaração durante o depoimento. "A partir de então, ouvia [nome do fazendeiro] chamando por Lázaro no horário do almoço, informando que a comida estava pronta, inclusive percebeu que [nome do fazendeiro] estava fazendo uma quantidade maior da refeição", consta no interrogatório sobre a fala do caseiro.