Polícia investiga suspeita em Joinville. Criminosos aplicaram golpe, conhecido como "Fake NFC", em lojas de conveniência, segundo apuração.
A Polícia Civil de Joinville, no Norte do estado, investiga um golpe envolvendo o pagamento com aproximação de celular que prejudicou comerciantes. Os criminosos usam um aplicativo que simula um cartão de crédito, mas consegue burlar as maquininhas e o lojistas fica sem receber. Dois homens são investigados por estelionato.
Na terça-feira (10), a polícia cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Joinville para trazer mais elementos para a investigação do golpe, conhecido como "Fake NFC". As apreensões foram feitas na zona Leste da cidade, na casa dos dois homens investigados por estelionato. Eles têm 29 e 26 anos, conforme a polícia.
Foram apreendidos um notebook, 17 máquinas de cartão, três bobinhas, um computador de mesa, cartões bancários e cinco celulares. "Neste momento, nós vamos nos desdobrar no sentido de compreender o conteúdo e a utilização dessas maquininhas que foram apreendidas", afirmou a delegada Geórgia Bastos, responsável pela investigação.
Segundo a Polícia Civil, os criminosos aplicavam golpes em lojas de conveniência. Eles realizavam o pagamento de compras com o celular como se tivessem pagando com o cartão por aproximação.
A investigação chegou aos criminosos após o dono de uma loja de conveniência entrar em contato com os policiais. "A partir dele, a gente identificou que houve o golpe em três outras conveniências. Investigamos, chegamos a dois suspeitos. Um deles já aplicou golpe semelhante em Balneário Camboriú [no Litoral Norte], chegou a ser preso. Tentou praticar um golpe no valor de quase R$ 60 mil", falou a delegada.
O trabalho da polícia continua. "Nós representamos pelo mandado de busca no sentido de colher mais elementos de provas para poder reforçar as investigações e também identificar outros participantes"", finalizou Bastos.
Ambos os suspeitos respondem em liberdade. Um deles chegou a ser encaminhado à Central de Polícia de Joinville por posse de anabolizantes importados e sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e prescrição médica, mas foi liberado depois.