O ataque ocorreu em meio ao aumento da violência política que vive o país.
Moise enfrentou protestos ferozes desde que assumiu a Presidência em 2017, com a oposição acusando-o, neste ano, de tentar impor uma ditadura. Foto: Reuters O presidente do Haiti, Jovenal Moise, e a esposa foram assassinados a tiros por agressores não identificados na própria residência em "um ato desumano e bárbaro", segundo o primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph, que informou que dois homens foram presos suspeitos de ter cometido o crime.
A esposa de Moise foi ferida, chegou a ser levada para o atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. O ataque ocorre em meio ao crescimento da violência política na empobrecida nação caribenha. Com o Haiti dividido politicamente e enfrentando crescente crise humanitária e desabastecimento de alimentos, há temores da disseminação da desordem.
"Todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do Estado e proteger a nação", disse Joseph. Disparos de armas de fogo podiam ser ouvidos em toda a capital do país. Porto Príncipe vem sofrendo com um aumento da violência entre gangues e entre esses grupos e a polícia pelo controle das ruas.
A violência foi alimentada pelo aumento da pobreza e da instabilidade política. Moise enfrentou protestos ferozes desde que assumiu a Presidência em 2017, com a oposição acusando-o, neste ano, de tentar impor uma ditadura ao ampliar seu mandato e se tornar mais autoritário - acusações que ele negava.