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SEGURANÇA

Polícia investiga se menina de 11 anos morta em SC foi vítima de crime contra a dignidade sexual

Mãe de Luna Nathielli Bonett Gonçalves foi presa após confessar que matou a filha com socos e chutes como forma de represália. Menina morreu na quinta-feira (14).

Timbó - SC, 17/04/2022 17h50 | Por: Redação | Fonte: g1sc

A Polícia Civil investiga se a menina de 11 anos, encontrada morta em Timbó, no Vale do Itajaí na quinta-feira (14), foi vítima de crime contra a dignidade sexual. No sábado (16), a mãe de Luna Nathielli Bonett Gonçalves foi presa após confessar que matou a filha com socos e chutes como forma de represália, já que não aceitava que a filha havia se tornado "sexualmente ativa".

O padrasto de Luna também foi detido após a Justiça decretar a prisão preventiva do casal. Além de tentar descobrir se a criança foi abusada sexualmente, as investigações seguem em torno da participação do padrasto na morte da criança. O homem ficou em silêncio durante o depoimento.

"Foi prisão temporária, aquela prisão que tem prazo certo. No caso, 30 dias por causa do crime hediondo", disse o delegado André Beckman ao g1 SC.

A menina foi encontrada morta na madrugada de quinta. O casal foi encaminhado para a delegacia, negou o crime e foi liberado em seguida. Na sexta-feira (15), o padrasto e a mãe foram novamente intimados e mulher confessou o crime

Laudos periciais

De acordo com a laudos médicos e técnicos repassados à Polícia Civil, a menina apresentava diversas lesões pelo corpo, que eram incompatíveis com uma queda de escada. Ela tinha lesões internas no crânio, baço, pulmão, intestino e uma laceração na vagina. O rosto da menina também estava machucado.

A perícia feita na casa onde o crime ocorreu também encontrou marcas de sangue nas proximidades do quarto da criança, sofá, em uma toalha, fronha e em uma calça masculina.

Depoimentos

Inicialmente, logo após a criança morrer, na madrugada de quinta, o casal apresentou a versão de que Luna havia caído de uma escada após tentar resgatar um gato. De acordo com os suspeitos, ela estava consciente após a queda e seguiu realizando as atividades normalmente, até a hora de dormir. Mais tarde, a criança começou a passar mal os bombeiros foram chamados.

O padrasto e mãe foram intimados a depor novamente, dessa vez acompanhados de advogado. Os dois foram informados sobre os laudos e padrasto ficou em silêncio. No entanto, a mãe da vítima confessou ter matado sua própria filha.

"Alegou que o motivo seria que a menina tinha um relacionamento afetivo, em que ela teria se tornado sexualmente ativa, o que a mãe não aceitou e por isso agrediu a menina como forma de represália", informou a Polícia Civil.

O nome do casal e a idade deles não foi divulgado pela Polícia Civil. No relatório do dia do crime, a Polícia Militar informou que o padrasto tem 41 anos e possui passagens policiais por violência doméstica, dano, lesão corporal, estelionato e posse de drogas.

Informe Sul

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