VÍDEO: Bêbado, homem tenta atravessar canal em Laguna a nado e precisa ser salvo por moradores
Situação aconteceu nessa segunda-feira (17), pela manhã, no Sul Catarinense
Um homem com sinais de embriaguez tentou atravessar nessa segunda-feira (17) a nado o Canal da Barra, em Laguna, no Sul Catarinense, mas acabou se dando mal durante o trajeto. O canal possui águas revoltas.
A sorte que o piloto de um bote, responsável pela travessia no local, viu a situação e, na companhia de amigos, resgatou o homem do afogamento.
“Ele tentou atravessar o canal a nado, mas não consegui e já estava se afogando. Então, conseguimos chegar a tempo e salvá-lo”, conta Daniel Hermelino.
Após o resgate, segundo ele, o homem passou bem e não necessitou de atendimento médico.
Alerta para afogamentos
Santa Catarina registrou 27 mortes por afogamento nos primeiros 23 dias da temporada de verão de 2021/22. Deste total, 10 ocorreram em áreas privadas.
Para evitar situações como essas, de acordo com o tenente Modolon, o é não se banhar em locais onde não há cobertura de guarda-vidas. No entanto, sabendo da grande oferta de rios, riachos e represas em todo o estado, é possível agir auxiliar a vítima sem se colocar em risco. Ainda assim é importante acionar o Corpo de Bombeiros o quanto antes.
Na prática, o que você pode fazer?
- Jogue um objeto flutuante para a vítima: uma boia, bola, caixa de isopor ou prancha podem ser muito úteis nestes momentos;
- Jogue o objeto para que a vítima possa se segurar;
- Olhe ao redor! Galhos ou cordas podem ajudar: o ideal é que você consiga puxar a vítima para a margem. Nesse caso, um galho ou até mesmo uma corda servem para alcançar a vítima;
- Não se coloque em risco! Se você não tem experiência em salvar a vítima e a si mesmo, não entre na água. Em situações extremas, uma pessoa que está se afogando pode acabar puxando a outra pessoa para o fundo, podendo ocorrer uma tragédia;
- Chame o socorro imediatamente: ligue 193 para solicitar atendimento junto ao Corpo de Bombeiros;
Correntes em mares X rios
Modolon explica que a dinâmica de correntes em mares e rios é diferente. Nas praias, as principais causas em casos de afogamento são buracos, desníveis e as correntes de retorno.
Nos rios a situação é ainda mais imprevisível, já que o fundo apresenta desníveis mais acentuados, com a possibilidade de ter entulhos, galhos e pedras.
Além disso, Modolon explica que, muitas vezes, por mais que a superfície não apresente perigo, correntezas que não são vistas a olho nu podem atuar no local. Portanto, todo cuidado é necessário.
