Prefeito de Pedras Grandes critica decreto italiano que limitou reconhecimento de cidadania a descendentes até a 2ª geração
Pedras Grandes, considerada berço da imigração italiana no Sul de Santa Catarina, não pretende celebrar oficialmente o vínculo com a Itália durante a tradicional Festa da Colônia Azambuja, evento que marca a presença dos imigrantes italianos na região e que se aproxima dos 150 anos.
O posicionamento foi manifestado pelo prefeito de Pedras Grandes, Agnaldo Filippi. Segundo ele, não há clima para comemorações após a publicação do decreto-lei nº 36/2025, da Itália, que restringiu o reconhecimento da cidadania italiana apenas a descendentes de até a segunda geração — filhos ou netos de italianos. Antes da mudança, não havia limite geracional para o reconhecimento do direito à cidadania.
De acordo com o prefeito, a festa é organizada por uma comissão independente, sem vínculo com a administração municipal, e deve ocorrer normalmente em 2026, quando está prevista a 5ª edição do evento, que celebra a véspera dos 150 anos da imigração italiana na região.
Filippi argumenta que a celebração deveria estar centrada na cultura e na história dos imigrantes que colonizaram e contribuíram para o desenvolvimento do distrito do Azambuja, e não necessariamente na atual relação institucional com o país europeu.
A Festa da Colônia Azambuja é conhecida por reunir atrações culturais, religiosas, musicais e gastronômicas inspiradas na tradição italiana, sendo um dos principais eventos ligados à herança da imigração no Sul catarinense.
O decreto italiano foi publicado em maio de 2025 e, segundo estimativa da embaixada da Itália no Brasil, pode impactar cerca de 36 milhões de brasileiros descendentes de italianos. A justificativa apresentada pelo governo italiano para a medida está relacionada, principalmente, ao controle migratório.
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