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Mortandade de peixes é registrada na Lagoa do Meio, na Praia do Rosa

Órgãos ambientais investigam causas do fenômeno e orientam população a evitar contato com a água

Imbituba - SC, 11/02/2026 15h09 | Por: Redação

Uma grande quantidade de peixes mortos foi registrada na Lagoa do Meio, localizada na Praia do Rosa, em Imbituba, no último domingo (8). O episódio mobilizou órgãos ambientais e de saúde, que iniciaram investigações para identificar as causas da mortandade.

Técnicos da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca de Imbituba, juntamente com equipes da Vigilância Sanitária, realizaram vistoria no local nesta segunda-feira (9). Durante a inspeção, foram coletadas amostras biológicas para análise. No entanto, segundo a prefeitura, o material precisou ser descartado devido às condições inadequadas de armazenamento.

A avaliação preliminar indica que a mortandade pode estar relacionada à proliferação excessiva de algas na lagoa. Esse fenômeno é capaz de reduzir significativamente os níveis de oxigênio dissolvido na água, além de provocar alterações no pH e na turbidez, comprometendo a sobrevivência dos peixes.

De acordo com a administração municipal, a ocorrência pode estar associada ao excesso de nutrientes no corpo hídrico, possivelmente causado pelo lançamento irregular de esgoto. As altas temperaturas registradas nos últimos dias também podem ter contribuído para o agravamento da situação.

A prefeitura informou que estuda medidas para a retirada dos peixes mortos da lagoa e que irá intensificar as ações de fiscalização ambiental na região. Paralelamente, a Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca realizou nova coleta de água, que foi encaminhada para análise no Departamento de Química da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O laudo técnico deve ser concluído em aproximadamente 15 dias.

Segundo o chefe da unidade da APA da Baleia Franca, Stephano Ridolfi, a recomendação é que a população evite qualquer contato com a água da lagoa e com os peixes mortos, devido ao risco de contaminação.

O professor da UFSC Paulo Horta explica que episódios desse tipo costumam estar relacionados a baixos níveis de oxigênio, floração de algas nocivas, poluição por esgoto ou mudanças bruscas nas condições ambientais.

Os órgãos responsáveis seguem monitorando a situação até a conclusão das análises técnicas.

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