Débora Rodrigues dos Santos, presa desde março de 2023, afirma ter sido enganada e suplica perdão aos ministros do STF; placar para condenação a 14 anos está em 2 a 0.
Débora Rodrigues dos Santos, de 39 anos, a mulher que pichou a estátua do STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 8 de janeiro de 2023, gravou um vídeo emocionado em que, às lágrimas, pede perdão ao ministro Alexandre de Moraes. Ela afirma que "não fazia ideia" da gravidade do ato e suplica que o ministro se "compadecesse" de sua situação. Desde março de 2023, Débora está presa preventivamente e aguarda o julgamento de sua condenação definitiva.
Débora foi a responsável por pichar a frase "perdeu, mané" na escultura "A Justiça", localizada em frente ao prédio do STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Ela conta que, durante os atos de janeiro de 2023, não imaginava a gravidade de seus atos e argumenta que foi enganada por outra pessoa, que a incentivou a pichar a estátua.
"Não foi nada premeditado. Eu sou uma cidadã de bem, fui aos atos e não imaginava que ia ser tão conturbado", explicou. Ela também afirmou que a frase “perdeu, mané” foi sugerida por outra pessoa, e que ela, sem malícia, apenas a reproduziu. “Eu continuei fazendo a escrita da frase dita pelo ministro Barroso”, relatou.
Ainda no vídeo, Débora se mostrou arrependida, admitindo que "faltou malícia" e que, ao ser convidada para ajudar, não percebeu a gravidade do ato. "Eu caí nas falas dele, mas nunca fiz nada de ilícito", afirmou, pedindo desculpas por seu erro.
Relator do Caso:
O julgamento de Débora começou na última semana, quando a Primeira Turma do STF iniciou a avaliação do caso. Alexandre de Moraes, relator do processo, votou para condená-la a 14 anos de prisão — 12 anos e seis meses de reclusão e um ano e seis meses de detenção. Flávio Dino acompanhou o voto de Moraes, o que deixou o placar em 2 a 0.
No entanto, o ministro Luiz Fux pediu vista do processo, o que suspende temporariamente o julgamento e dá mais tempo para que ele possa avaliar o caso. Além de Fux, os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin ainda são aguardados.
Possibilidade de Progressão de Regime:
Se o placar continuar favorável à condenação, Débora, por ser ré primária, poderá pedir a progressão para o regime semiaberto após cumprir um sexto da pena, o que equivaleria a dois anos e cinco meses de prisão. Como ela está presa desde 2023, existe a possibilidade de que ela possa pedir a progressão ainda este ano, caso apresente bom comportamento no cárcere.
Em seu apelo, Débora pediu a compreensão de Moraes, lembrando de sua situação como mãe de dois filhos, de 8 e 10 anos, que estão sofrendo com sua separação. "Eu sou uma mãe e essa separação tem feito meus filhos sofrerem demais", declarou, emocionada.
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