Garoto tinha ganhado uma égua há quatro meses do padrasto. Não há informações se foi o mesmo animal que o feriu.
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Corpo de Marcos será cremado em SC e cinzas levadas para cidade natal da família, no RS — Foto: Arquivo pessoal/Divulgação
Em Santa Catarina, há nove meses, desde que a família se mudou para Joinville, no Norte do estado, Marcos Elias Silveira Miranda, de 12 anos, morava dentro do Centro de Tradições Gaúchas (CTG), onde foi ferido com um coice de cavalo no peito e morreu na noite de sábado (15).
O menino, que foi atingido logo após soltar uma égua da cocheira, segundo o padrasto, Eduardo da Silva, era habituado com os animais e os adorava.
"Ele era acostumado com cavalo, sempre adorou cavalo. Inclusive, quando criança, tinha um cavalo dele, que faleceu. Depois que chegamos aqui [em Joinville], comprei uma égua pra ele, há uns quatro meses. Estava acostumado. Foi uma fatalidade", lamenta.
O menino foi cremado na segunda-feira (17). A ideia dos parentes é levar as cinzas até a cidade natal da família, em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. Até a última atualização desta reportagem, Silva não havia confirmado se a família já havia viajado. Disse, porém, que estão todos "muito machucados".
"É um pedaço meu que se foi. Era um menino especial. Extrovertido, alegre e tudo que fazia, fazia brincando. Era um menino de ouro", lembra.
Conforme o padrasto, o animal que feriu o menino era manso e o atingiu acidentalmente. Também, segundo Silva, uma equipe de socorro trabalhou por mais de uma hora tentando reanimar o garoto, mas não conseguiu salvá-lo.
"É como se o mundo caísse sobre os ombros da gente e a gente não tem o que fazer. Lamentavelmente uma fatalidade que ninguém esperava", disse.