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SEGURANÇA

Família feita refém em assalto quer vender casa

Assalto aconteceu na quarta-feira (12)

Campo Alegre - SC, 18/01/2022 16h50 | Por: Redação | Fonte: ndmais.com.br

“Dormimos só duas noites lá porque cada galinha que cai na mata é um pânico, um tormento. É bem difícil, estamos pensando em vender a casa e ir embora. Tínhamos o sonho morar no interior, ter sossego, mas percebemos que é menos seguro que na cidade”. O sonho de ter uma casa no interior, ter animais, plantação e a calma que os bairros mais afastados proporcionam se transformou em pesadelo e medo para a família do empresário Eliseu Odia, de Campo Alegre, no Norte de Santa Catarina.

A família foi feita refém durante um assalto no dia 12 de janeiro e há uma semana a esposa e a filha revivem, diariamente, os momentos de tensão e angústia que viveram naquela quarta-feira. As duas foram ameaçadas, amarradas e presas em um cômodo da casa enquanto os assaltantes, armados, roubavam objetos, joias, eletrônicos, comida e a caminhonete da família.

“Eu fui almoçar em casa e logo depois que eu saí, chegou um menino com um litro descartável pedindo gasolina. Foi ali que começou. Ele disse: já perdeu. Tirou o revólver com dificuldade e engatilhou na direção dela. Minha esposa pensou que ele pudesse atirar porque estava nervoso, tremendo, nisso já saltaram mais dois com espingardas de dentro do mato, estavam com chapéu de palha, com camisa xadrez, óculos escuros e máscara”, conta.

O empresário conta, ainda, que um dos assaltantes não falava nada e parecia conhecer a casa. “Um não falava absolutamente nada e quando minha esposa olhou, ele só disse: não olha ou você vai ficar aí onde está. Ele ficava apontando, indicando, como se soubesse onde estavam as coisas de valor. O menino do revólver ficou cuidando delas”, fala.

A mulher, de 44 anos, e a filha, de 11 anos, foram feitas refém por mais de uma hora. “Eles não tinham pressa e eram audaciosos, beberam cerveja, refrigerante, andaram com o skate da minha filha, tudo dentro de casa”, diz.

Assaltantes ameaçaram sequestrar filha

Odia conta, ainda, que os assaltantes pediram pelo cofre e por armamento, no entanto, a família nunca possuiu armas em casa. A ameaça desesperou ainda mais a esposa. “Minha mulher disse que não tínhamos e um deles disse ‘então vamos levar tua filha e teu marido vai pagar o resgate’. Claro que ela ficou desesperada, tirou a aliança e entregou, pediu para que levassem ela e não a menina”, conta.

A mulher foi presa na lavanderia, sozinha e só depois de minutos de apreensão, a filha foi levada para o local.

Os suspeitos ainda ‘rondaram’ a lavanderia por minutos após encerrar o assalto para se certificar que elas não fugiriam. “Eles não tinham pressa nenhuma. O mais estranho e que nos deixa encucados é que quando a caminhonete saiu, saiu devagar, sem pressa. Eles ainda fizeram fotos lá em casa. E 10 minutos depois eles ainda batiam na janela dizendo que estavam lá”, fala.

“O pior de tudo não é o que eles levam, isso nós trabalhamos e conquistamos novamente. O problema é o que eles deixam, esse trauma”, ressalta.

A polícia continua investigando o crime, que não é comum na região. Embora roubos e assaltos aconteçam, os assaltantes não costumam fazer reféns. De acordo com a Polícia Civil, a investigação é complexa e continua, mas não há informações que possam ser divulgadas no momento.

Informe Sul

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