Além das três mortes, 43 detentos e quatro policiais penais da unidade ficaram feridos. Chamas atingiram unidade na quarta-feira, na Capital do Estado.
A Penitenciária de Florianópolis, local onde um incêndio matou três presos e feriu outras 47 pessoas na quarta-feira (15), estava interditada desde 7 de fevereiro por superlotação. O local fica dentro do Complexo Penitenciário da Capital, que abriga mais quatro unidades prisionais. Das cinco estruturas, três estão em situação similar por problemas estruturais ou excesso de detentos (leia o detalhes sobre o complexo mais abaixo).
O incêndio atingiu a ala 22 da adaptação, onde ficam presos que chegam à unidade. O local estava com lotação adequada, segundo Wiliam Shinzato, que preside a Comissão de Assuntos Prisionais da seccional catarinense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC). Além das três mortes, 43 detentos e quatro servidores da unidade precisaram de atendimento de saúde.
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Local onde incêndio teve início — Foto: Secretaria de Administração Prisional/Divulgação
A Penitenciária de Florianópolis, local onde um incêndio matou três presos e feriu outras 47 pessoas na quarta-feira (15), estava interditada desde 7 de fevereiro por superlotação. O local fica dentro do Complexo Penitenciário da Capital, que abriga mais quatro unidades prisionais. Das cinco estruturas, três estão em situação similar por problemas estruturais ou excesso de detentos (leia o detalhes sobre o complexo mais abaixo).
O incêndio atingiu a ala 22 da adaptação, onde ficam presos que chegam à unidade. O local estava com lotação adequada, segundo Wiliam Shinzato, que preside a Comissão de Assuntos Prisionais da seccional catarinense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC). Além das três mortes, 43 detentos e quatro servidores da unidade precisaram de atendimento de saúde.
Conforme a Vara de Execuções Penais, a unidade tem capacidade para 1.387 presos, mas tinha 1.694 detentos, segundo dados de janeiro. O déficit é de 307 vagas na unidade.
Titular da Vara da Capital, a juíza Paula Botke e Silva foi quem determinou a interdição da unidade no início de fevereiro e proibiu que a unidade recebesse novos presos do regime semiaberto de outros locais. Segundo a magistrada, além do número de presos, a falta de efetivo no local foi o que levou a decisão.
"É uma estrutura muito antiga. Nós temos uma parte da penitenciária tão antiga que é tombada pelo patrimônio histórico. É uma estrutura muito complexa que é feita de pequenos anexos. As condições estão longe do ideal. Preciso preencher um relatório para o Conselho Nacional de Justiça todos os meses e a classificação que eu dou para as instalações é sempre péssima", afirma.
Conforme a juíza, a ala onde o incêndio ocorreu foi construída no final dos anos 80 para abrigar presos de alta periculosidade e fica atrás do complexo. Na pandemia, também serviu para isolar os presos com sintomas.
Juíza vai ouvir testemunhas
Ainda segundo a magistrada, uma vistoria foi feita no local na tarde de quarta para ver as condições da ala incendiada. Como nenhum dos detentos do local estava na unidade, a intenção da magistrada é ouvi-los nos próximos dias para entender o que aconteceu.
Ainda de acordo com ela, há informação de que o banho de sol dos detentos estava falhando por conta do efetivo.
O motivo ou suspeita do início das chamas não foi divulgado pela Secretaria de Administração Prisional (SAP). O órgão diz que apura a causa, mas segundo o presidente da Comissão de Assuntos Prisionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Santa Catarina, Wiliam Shinzato, as chamas teriam iniciado em um colchão na cela.
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Mortes foram confirmadas após incêndio em Complexo Prisional de Florianópolis — Foto: Marina Oliveira/ Divulgação