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SEGURANÇA

Prefeito é preso em operação contra corrupção e lavagem de dinheiro em SC

Operação Regalo investiga esquema envolvendo obras públicas, propina e fraude em licitações no litoral catarinense

Balneário Piçarras - SC, 19/05/2026 09h02 | Por: Redação | Fonte: G1 SC
Prefeitos de SC são alvos de operação contra esquema de corrupção e lavagem de dinheiro — Foto: MPSC/ Divulgação

Seis pessoas foram presas preventivamente, incluindo o prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt, durante a Operação Regalo, deflagrada nesta terça-feira (19) pelo Ministério Público de Santa Catarina.

Tiago Baltt (MDB), prefeito de Balneário Piçarras — Foto: Facebook/Reprodução

A investigação apura suspeitas de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro envolvendo contratos de obras públicas e urbanização.

Além das prisões, foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão em casas, empresas e órgãos públicos de cidades catarinenses e também no estado do Mato Grosso.

Segundo o Ministério Público, a operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, com apoio do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) de Itajaí.

As investigações buscam aprofundar a coleta de provas relacionadas a contratos de obras e urbanização da Orla Norte de Balneário Piçarras, além de outros contratos firmados pelo município e também em São João Batista.

Conforme o Ministério Público, apenas em Balneário Piçarras os investigados teriam recebido cerca de R$ 485,9 mil em propina paga com dinheiro público.

A Justiça determinou o bloqueio de valores e autorizou medidas de busca e apreensão contra servidores, ex-servidores e agentes políticos.

Os mandados foram cumpridos nas cidades de Timbó, Biguaçu, Piçarras, São João Batista, Tijucas, Indaial, Itapema, Itajaí, Porto Belo, Bombinhas e Colíder, no Mato Grosso.

Segundo o MPSC, as investigações começaram em 2024 e apontam indícios de atuação de um grupo político em acordos secretos com um grupo empresarial.

Ainda conforme a investigação, os suspeitos atuariam de forma estruturada, com divisão de tarefas entre núcleo empresarial e político-administrativo, mediante pagamento de propinas correspondentes a 3% dos contratos públicos ligados ao município de Balneário Piçarras.

O Ministério Público afirma que há evidências de superfaturamento de obras públicas para custear o pagamento das vantagens ilícitas.

A Prefeitura de Balneário Piçarras informou, em nota, que está colaborando com as investigações, mas ainda não comentou especificamente sobre a prisão do prefeito.

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