Além da população que viralizou as imagens do homem espancando a mulher, o prefeito da cidade e outras autoridades apelaram para que o agressor fosse identificado e responsabilizado
Justamente no dia 8 dia de março, Dia Internacional da Mulher, imagens de um homem espancando uma mulher no bairro Bombas em Bombinhas, Litoral Norte de Santa Catarina, repercutiram nas redes sociais, criando um apelo da população e autoridades para que o agressor fosse identificado.
O prefeito da cidade, Paulo Muller, o Paulinho (DEM), emitiu uma nota na qual repudiou as agressões contra a mulher e prestou solidariedade à vítima, pedindo celeridade nas investigações da polícia.
A deputada Estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha (sem partido), também repudiou as agressões as quais se referiu como um “ato de selvageria e covardia contra a mulher”.
“No mês em que comemoramos conquistas para as mulheres, o que vimos choca ainda mais. Quero deixar toda minha solidariedade à vítima. Vamos cobrar com firmeza as autoridades competentes agilidade na apuração desse caso que nos causa revolta extrema”, assegurou a deputada.
Diante da comoção, as Polícias Militar e Civil se uniram para identificar o homem e a vítima. Na tarde desta quarta-feira (9), o agressor foi identificado e foi confirmado que as agressões ocorreram no último domingo (6), na avenida Falcão.
Apesar de identificado, o homem ainda não foi localizado pela polícia e não tem passagens policiais, ele vai responder por lesão corporal se a vítima, que ainda não foi identificada, representar formalmente a denúncia.
De acordo com Ricardo Melo, delegado responsável pelo caso, a vítima não procurou a delegacia ou rede de proteção para denunciar e ser atendida. “Não há registros na rede de saúde sobre atendimento, acionamento da Polícia Militar por meio do 190 ou denúncia por meio do 181, o que torna também mais difícil para identificar a vítima”, explicou.
O delegado defendeu a necessidade de que a mulher denuncie as agressões. “Precisamos que a mulher nos procure para dar continuidade ao procedimento”. Melo acrescentou que, a princípio, não há vínculo afetivo entre a vítima e o autor, não sendo identificada até o momento a motivação do crime.